1917: o ano que abalou o mundo (Ivana Jinkings; José Luiz Del Roio; Kim Doria; Michael Löwy; Antonio Negri; Wendy Goldman; Tariq Ali; Clara Figueiredo; Arlete Cavaliere; Adilson Mendes; Anita Leocadia Prestes; Luis Fernandes; Lenina Pomeranz; Domenico Losurdo; China Miéville; Diego Silveira Coelho Ferreira; Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida; Heci Regina Candiani; Patricia Peterle; Pedro Davoglio; Renata Gonçalves; Osvaldo Coggiola. Edições Sesc São Paulo)

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    1917: o ano que abalou o mundo



    Tendo em vista os aspectos culturais, político-econômicos e filosóficos inaugurados na Revolução Russa de 1917, e a oportunidade do seu centenário, as Edições Sesc São Paulo e a Boitempo Editorial publicam 1917 - O ano que abalou o mundo. No livro, autores como José Luiz Del Roio, Arlete Cavaliere, Tariq Ali, China Miéville e Wendy Goldman tratam em profundidade de temas como a influência e a herança do movimento no Brasil, as relações entre pensamento filosófico e revolução, a participação das mulheres revolucionárias, o legado da Revolução, o cinema soviético e o teatro russo. Todos os textos são seguidos por fotografias e cartazes de época, que discutem e representam o legado e o processo da Revolução. A Revolução Russa de outubro de 1917 foi a maior tentativa de transformação social já empreendida na história da humanidade. Encontram-se aqui reunidos estudos fundamentais sobre aspectos históricos da Revolução Soviética, como a participação das mulheres e a formação e atuação de partidos políticos, as lutas dos trabalhadores e a construção do primeiro Estado operário da história, além de repercussões em áreas como teatro, cinema e artes visuais. Cem anos depois, a Revolução de Outubro continua a abalar o mundo. As polêmicas que suscitou, longe de enterradas, reaparecem em toda a sua força. Na verdade, com mais força ainda. A crise econômica do capital que enfrentamos hoje, somada às guerras e ameaças bélicas em sequência interminável, à destruição ambiental e à angústia diante do futuro face ao desemprego e à destruição das conquistas sociais de séculos, repõe a questão de abrir uma nova via histórica para a humanidade trabalhadora. Sobre um patamar social inédito: a generalização da condição proletária – isto é, assalariada em qualquer uma de suas formas – em todos os cantos do planeta, atingindo bilhões de pessoas, e o aguçamento das formas históricas de opressão e alienação (nacional, racial, sexual, geracional) postas como nunca ao serviço da exploração econômica e da opressão social pelo capital. Há um século, a Revolução Russa abria uma nova era histórica. Se a Revolução Francesa proclamara a universalidade dos direitos humanos, inaugurando a era da democracia e das nações, o Outubro Vermelho de 1917 proclamou a universalidade da luta pela emancipação do trabalho como condição primeira para a erradicação de todas as mazelas que a democracia política e a independência nacional não tinham destruído – ao contrário, a começar pela escravidão pura e simples, posta a serviço da escravidão assalariada. O destino e as contradições dessa revolução foram o ponto nodal de todos os grandes embates políticos e bélicos do século XX. A dissolução da URSS, em 1991, e a consequente restauração do capital nos países e regiões onde fora expropriado foram apressadamente proclamadas como o início de outra era, em que a dominação tranquila e inconteste do capital se projetava para a eternidade. Pouco durou essa ilusão. Em 1997, a partir da Ásia, uma crise econômica abalou os alicerces da ordem mundial. O reingresso de regiões enormes e de bilhões de seres humanos ao mercado capitalista aguçou todas as suas contradições, a começar pela hiperprodução de mercadorias e a hiperacumulação de capitais, levando ao terremoto que assolou (e ainda assola) o planeta em 2008. A Revolução de Outubro saiu do museu ao qual fora precipitadamente confinada, junto com Karl Marx, para voltar às ruas de um mundo abalado. Suas interpretações históricas, parciais ou de conjunto voltam a ganhar atualidade política, embora nem por isso deixem de ser “históricas”, no sentido nobre do termo. Mas seu debate mudou de forma e de conteúdo. Hoje, mitificação ou deturpação aparecem, muito mais claramente do que no passado, como o obstáculo a ser urgentemente removido para que possamos dialogar com a história viva dos homens e mulheres que, há cem anos, tocaram o céu e também o inferno com as próprias mãos. Este centenário, longe da celebração ritual ou da condenação ignorante, deveria ser um marco desse esforço, ao qual a Boitempo e a Edições Sesc se integram com este volume de textos. Osvaldo Coggiola

    • ISBN : 9788594930644
    • Formato 230.0 x 160.0
    • Peso 230.0
    • Páginas 208
    • Disponível em 2017-09-26
    • Book status

    Renata Cervetto

    Renata Cervetto (Buenos Aires, 1985) – É formada em Historia da Arte (Universidade de Buenos Aires, 2011) e no programa curatorial da Appel Arts Centre, Amsterdã (2013-2014), onde realizou a cocuradoria da mostra Father, Can’t You See I’m Burning? [Pai, não consegue ver que estou queimando?] (2014). Neste mesmo ano obteve a primeira Fellowship Curatorial dada pela Fundação Ammodo (Paises Baixos), para a qual pesquisou práticas artísticas e curatoriais em diálogo com a pedagogia. Esse trabalho prático e teórico foi compilado na serie The Fellow Reader #1: On Boycotts, Censorship and Educational Practices [The Fellow Reader # 1: Sobre Boicotes, Censura e Práticas Educativas] (de Appel Arts Centre, 2015). Trabalhou em vários museus de Buenos Aires. Entre 2015 e 2018 coordenou a área de Educação do MALBA.

    Ivana Jinkings

    Ivana Jinkings é editora da Boitempo e da revista Margem Esquerda. Organizou, com Emir Sader, o livro As armas da crítica: antologia do pensamento de esquerda (Boitempo, 2012).

    José Luiz Del Roio

    José Luiz Del Roio é radialista, político e ativista social ítalo-brasileiro.

    Kim Doria

    Kim Doria é mestre em meios e processos audiovisuais pela ECA-USP e coordenador de comunicação e eventos da editora Boitempo. Organizou, com Ivana Jinkings e Murilo Cleto, o livro Por que gritamos golpe? (Boitempo, 2016).

    Wendy Goldman

    Wendy Goldman é historiadora, professora do Departamento de História da Carnegie Mellon University e especialista em estudos feministas, políticos e sociais sobre a Rússia e a União Soviética.

    Clara Figueiredo

    Clara Figueiredo é fotógrafa e pesquisadora. Doutoranda e mestre em artes visuais pela ECA-USP, é também graduada em pedagogia pela UFSC e tem formação técnica em fotografia pelo Senac.

    Lenina Pomeranz

    Lenina Pomeranz é professora livre-docente associada do Departamento de Economia da FEA – Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP – Universidade de São Paulo. Fez o seu doutoramento no Instituto Plejanov de Moscou, de Planejamento da Economia Nacional e pós-doutoramento na Boston University, com bolsa Fulbright.  A sua pesquisa sobre o processo de transformação sistêmica da Rússia teve início com o acompanhamento da Perestroika, como a primeira pesquisadora a implementar um programa de cooperação entre o Instituto da América Latina da Academia de Ciências da URSS e a USP.

    China Miéville

    China Miéville é escritor, acadêmico e quadrinista inglês. É pro- fessor da Univerdidade de Warwick, com PhD em marxismo e direito.