A Vingança de Platão (William Ophuls; William Ophuls; William Ophuls; Carlos Szlak. Edições Sesc São Paulo)

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    Neste chamado provocador para uma nova política ecológica, William Ophuls parte de uma premissa radical: "sustentabilidade" é impossível. Estamos em um Titanic industrial, alimentado pelo rápido esgotamento de estoques de hidrocarbonetos fósseis. Ophuls nos adverte que estamos indo para um futuro pós-industrial que, por mais tecnológico e sofisticado, se assemelhará ao passado pré-industrial em muitos aspectos importantes. Com A Vingança de Platão, Ophlus, autor de Ecologia e política de escassez, prevê transformações políticas e sociais que levarão a uma nova política de direito natural baseada nas realidades da ecologia, da física e da psicologia. Como construir uma política da consciência baseada na ecologia? Neste livro, William Ophuls afirma que pensar sobre os desafios ecológicos, políticos e sociais não implica “retornar à inocência primal do estado de natureza”, mas “viver de forma mais simples e natural junto às comunidades onde estamos enraizados”. O autor serve-se das ciências, história, psicologia, filosofia e economia para fazer uma leitura inovadora de A república, de Platão, bem como das ideias de pensadores como Hobbes e Rousseau, aproximando-os dos debates que cercam a vida contemporânea e, em especial, da ecologia, do meio ambiente e da sustentabilidade. Política na era da ecologia é mais que um subtítulo. É uma importante matriz para se pensar sobre o mundo contemporâneo e suas desigualdades sociais e ambientais. Trata-se de uma obra que analisa como a sociedade de escassez, na qual estamos inseridos, sofre de ausência de valores éticos e morais que está levando também à escassez de recursos naturais. A natureza em estado natural é cada vez mais uma raridade, portanto cara, sob a ótica capitalista. Para William Ophus, a busca de uma necessária mudança social deve começar pela revisão dessa situação a partir de matrizes do pensamento ocidental, razão pela qual retoma ideias de Aristoteles e Platão e as combina com as de pensadores como Thomas Hobbes, Karl Marx, além de autores do século XX, como Carl Jung, James Lovelock e Donella Meadows. Tal erudição resultou em um texto intenso, rico e estimulante. Em outras palavras, é um livro para refletir e para degustar em meio à barbárie instalada no mundo atual, pautado pela produção para o consumo exagerado. Esse esforço é necessário, ao menos para quem está inquieto com os rumos da hipercivilização, termo de Ophuls, por ele definida como um estágio no qual a civilização é, também, o motor de sua destruição. A enorme devastação ambiental do mundo expressa a lucidez desse argumento, mesmo que ela se realize de modo desigual e combinado, levando à população de alguns países a uma situação mais calamitosa que em outros, ainda que todos sejam afetados por algumas de suas consequências, como as mudanças climáticas e a perda da biodiversidade. Para ele é preciso combater a espetacularização da desgraça, que também foi transformada em fonte de arrecadação de dinheiro, veiculada como “informação”. Ou seja, é preciso evitar catástrofes socioambientais, não apenas divulgá-las. O autor dá o diagnóstico e aponta alternativas ao sugerir um novo significado à vida humana. E eu acrescentaria, incluindo as demais formas de vida planetária. Entre os aspectos que ele destaca está o combate à militarização da vida. A atividade de segurança envolve desde armas até sofisticados sistemas de vigilância e controle populacional, ainda mais presente em tempos de “ameaças” terroristas. Tudo em busca de uma apregoada segurança, que cada vez mais extrapola a dimensão coletiva e busca garantir a vida de alguns indivíduos como mais um negócio. Outro aspecto que ele ressalta é a desigualdade que o modo de produção hegemônico gera. Como ele afirma, enquanto alguns estão diante de um universo de produtos de consumo, outros ainda estão privados de itens básicos à reprodução da vida. Não resta dúvida que é preciso rever o modelo econômico predominante. O uso de recursos naturais apenas como fonte de geração de lucro não é mais suficiente para justificar uma imensa cadeia produtiva que destrói o resultado de milhões de anos de processos naturais em prol do benefício de uma minoria da população humana. Os diversos membros dos programas de pós-graduação que abordam os temas ambientais encontrarão nessa obra uma fonte de estímulo à reflexão sobre os temas citados acima. O mesmo vale para a militância socioambiental em sua busca por ações concretas para um mundo menos desigual e com menos impactos ambientais. Wagner Costa Ribeiro Professor Titular dos Programas de Pós-Graduação em Geografia Humana e em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo Conhecido pelo pioneirismo no movimento socioambiental moderno, William Ophuls reflete sobre como constituir uma consciência política baseada na ecologia Partindo da premissa radical de que a “sustentabilidade” é impossível, William Ophuls faz um chamado provocador no livro A vingança de Platão: política na era da ecologia. Nele, o autor adverte que estamos a caminho de um futuro pós-industrial que, por mais tecnológico e sofisticado, se assemelhará ao passado pré-industrial em muitos aspectos importantes, exigindo transformações sociais que levarão a uma nova política de direito natural baseada nas realidades da ecologia, da física e da psicologia. Autor do premiado Ecologia e política da escassez (1977), Ophuls debate no livro aquilo que considera os cinco males da civilização: “exploração ecológica, poderio militar, desigualdade econômica, opressão política e mal-estar espiritual”, apontando que a essência política do homem é o fator decisivo para a reconquista de uma maturidade ética e social, que será capaz de preservar o planeta para as gerações futuras. O título remete a Platão porque, para Ophuls, a filosofia política ensejada em A república vislumbra a busca de uma vida melhor e mais consciente. Organizado em torno de três grandes temas (A necessidade do direito natural, As fontes do direito natural e A política da consciência), o livro estabelece leituras inovadoras de filósofos como Platão, Hobbes e Rousseau, que se somam a conceitos científicos, históricos e econômicos, aproximando-os da contemporaneidade para ponderar sobre tópicos relacionados à ecologia, ao meio ambiente e à sustentabilidade. “Em vez de competir com especialistas contemporâneos em assuntos ambientais, decidi recorrer desde o começo a autores clássicos, testados pelo tempo, que atacaram de modo eloquente e convincente os problemas centrais da política”, afirma Ophuls. A vingança de Platão defende que a escassez ecológica é um dilema que só pode ser solucionado por um novo modo de pensar, resultando em uma nova ordem política. Para Ophuls, a sociedade de escassez na qual estamos inseridos sofre de ausência de valores éticos e morais, e a busca por uma necessária mudança social deve começar pela revisão dessa situação a partir de matrizes do pensamento ocidental.

    • ISBN : 9788594930279
    • Formato 130.0 x 160.0
    • Peso 484.0
    • Páginas 264
    • Disponível em 2017-08-28
    • Book status