O compromisso (Serguei Dovlátov)

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    “Pautas direcionadas, textos expurgados, entrevistas inventadas, fatos distorcidos para se adequarem a um objetivo preestabelecido: a enumeração desses procedimentos parecerá perturbadoramente familiar a quem acompanha o dia a dia do jornalismo do Terceiro Milênio. Em O compromisso, contudo, eles aparecem bem delimitados no tempo e no espaço. São as características definidoras da usina ininterrupta de fake news da URSS, descrita por um observador para lá de sarcástico: Serguei Dovlátov (1941–1990)”, explica Irineu Franco Perpetuo. 
    Na novela, Dovlátov descreve sua incursão pelo jornalismo na gazeta Estônia Soviética, em Tállin, cidade onde morou entre 1972 e 1975. Constituído de doze partes, ou “compromissos”, o livro traz histórias, sempre hilárias, que transitam entre jornalismo e literatura, entre realidade e ficção, com personagens delineadas por um mestre da prosa curta e do humor. De jóqueis frustrados ao nascimento do quadringentésimo milésimo habitante da capital estoniana, conhecemos uma das fases mais profícuas da carreira deste escritor que, com uma linguagem despojada e franca, tornou-se um símbolo da cultura russa contemporânea.

    Tradução e posfácio: Daniela Mountian e Yulia Mikaelyan
    Capa: Daniela Mountian
    ISBN: 978-85-6109-619-9
    Formato: 14x21cm
    Peso: 0,607kg
    Páginas: 252
    1ª edição: abril/19

    Sobre o autor

    "O escritor russo Serguei Dovlátov (1941–1990), filho de um judeu e de uma armênia, nasceu na época da Segunda Guerra Mundial em Ufá (Bachkiria), passou a maior parte de sua vida em Leningrado/Petersburgo e, em 1978, emigrou para os EUA; viveu seus últimos anos em Nova Iorque, onde morreu, antes de completar 50 anos. Na União Soviética ele pertenceu à chamada contracultura, à cultura dissidente, e praticamente não foi publicado. Nos EUA lançou doze livros, foi o redator-chefe do jornal O novo americano e colaborou na rádio Svoboda. Seus contos eram publicados na revista The New Yorker, seus livros foram traduzidos para o inglês, coreano, japonês e outras línguas. Depois de sua morte, tornou-se na Rússia um dos autores mais queridos e publicados da segunda metade do século 20. Os gêneros principais de Dovlátov são os contos, normalmente reunidos por temática (O compromisso, 1981, A zona, 1982; A mala, 1986), e novelas curtas (A estrangeira, 1986; A filial, 1990). Ele dá continuidade à prosa russa (Púchkin, Tchékhov) e americana (Ernest Hemingway, Sherwood Anderson), tirando de histórias corriqueiras o seu enredo, organizado quase como um poema. O princípio de Gógol do “riso entre lágrimas” se converte em Dovlátov num “sorriso amargo” diante da vida como ela é, de uma existência imperfeita." Ígor Sukhikh (Parque Cultural, Kalinka, 2016). 

    Imprensa
    Folha Ilustríssima 17/03/19
    Russia Beyond 25/04/19, por Marina Darmaros
    Aliás, Estado de S. Paulo 11/05/19, por Aurora Fornoni Bernardini

    Valor Econômico 17/05/19, por Cadão Volpato

    Sobre as tradutoras
    Daniela Mountian é tradutora, designer e criadora da Kalinka, dedicada à cultura russa. Fez pela USP graduação em história, mestrado sobre Fiódor Sologub e doutorado-sanduíche sobre Daniil Kharms, com estágio de um ano na Casa de Púchkin, em São Petersburgo. Atualmente é pós-doutoranda do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada (USP), com apoio da FAPESP. Foi indicada ao prêmio Jabuti pela tradução de Os sonhos teus vão acabar contigo, de Daniil Kharms (Kalinka, 2013, com Aurora Bernardini e Mois sei Mountian). Traduziu com seu pai, Moissei, o conto “Luz e sombras”, de Sologub, para a Nova antologia do conto russo (Editora 34, 2011), e “Ivan Fiódorovitch Chponka e sua titia”, de Nikolai Gógol, para a Antologia do humor russo (Editora 34, 2018); e os livros Diário de um escritor (1873): Meia carta de um sujeito, de Fiódor Dostoiévski (Hedra, 2016), e A ressurreição do lariço (Contos de Kolimá 5), de Varlam Chalámov (Editora 34, 2016). 
    Yulia Mikaelyan nasceu em Moscou. Fez graduação em Letras na Universidade Estatal de Moscou Lomonóssov e doutorado sobre Serguei Dovlátov no Programa em Literatura e Cultura Russa da Universidade de São Paulo. É professora da Universidade MGIMO de Moscou. Entre 2012 e 2014, ministrou aulas de língua russa na Universidade de São Paulo. Cotraduziu com Mário Ramos os contos “Um dia humano”, de A. Aviértchenko, “Cartas de Tula”, de B. Pasternak, “Na rua e em casa”, de S. Dovlátov, para a Nova antologia do conto russo (1792–1998) (Editora 34, 2011). Traduziu o ensaio “Quem deve aprender a escrever com quem, as crianças camponesas conosco ou nós com as crianças campone sas?”, de L. Tolstói, para a Antologia do pensamento crítico russo (Editora 34, 2013); os contos “A janela” e “Discurso de jubileu”, de Víktor Goliávkin, e “O coronel diz que eu a amo”, de Dovlátov, para a Antologia do humor russo (Editora 34, 2018); e do mesmo autor o livro Parque Cultural (Kalinka, 2016). Em parceria com Daniela Mountian, verteu ainda O ofício, também de Dovlátov (Kalinka, 2017).




    Em "O compromisso" (1981), o escritor russo Serguei Dovlátov (1941–1990) descreve sua incursão pelo jornalismo na gazeta Estônia Soviética, em Tállin, cidade onde morou entre 1972 e 1975. Constituída de doze partes, ou compromissos, as histórias, sempre hilárias, transitam entre jornalismo e literatura, entre realidade e ficção, com personagens delineadas por um mestre da prosa curta e do humor. De jóqueis frustrados ao nascimento do quadringentésimo milésimo habitante da capital estoniana, conhecemos uma das fases mais profícuas da carreira deste escritor que, com uma linguagem despojada e franca, tornou-se um símbolo da cultura russa contemporânea. Papel Miolo: Pólen soft Gramatura: 80 Cor do Miolo: Amarelo Quantas Pag PB: 252 Quantas Pag Coloridas: 0 Papel Capa: Supremo Gramatura capa: 250 Cor Capa: 4x1 Acabamento: PUR Laminação: Fosca Orelha (cm): 8

    • ISBN : 9788561096199
    • Formato 210.0 x 140.0
    • Peso 0.607
    • Páginas 252
    • Disponível em 2019-04-27
    • Book status

    Serguei Dovlátov

    Serguei Dovlátov, filho de uma armênia e de um judeu, nasceu em Ufá (Basquíria), durante a Segunda Guerra Mundial, mas viveu a maior parte de sua vida em Leningrado (atual São Petersburgo). Em 1979, radicou-se em Nova Iorque, onde obteve reconhecimento, publicando 12 livros e textos em revistas renomadas, como The New Yorker.