Parque cultural (Serguei Dovlátov)

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    Em Parque Cultural (1983), Serguei Dovlátov (1941–1990), um dos escritores russos mais icônicos do século 20, nos conduz a um estranho lugar no qual “tudo vive e respira Púchkin”. Nesse parque-museu dedicado a Aleksándr Púchkin, uma espécie de “Pushkinland”, o narrador em primeira pessoa, alter ego do escritor, desconstrói o mito soviético de Púchkin e cria, ao mesmo tempo, “um paralelo entre dois mitos”, o próprio e o do maior poeta russo. A novela, uma das mais notáveis de Dovlátov, toca ainda em questões da estagnação da era Bréjnev, nos anos 1970, como o alcoolismo, a censura, o antissemitismo e a emigração. E tudo vem permeado por um humor ferino e inconfundível, numa escrita concisa e poética: ele “era, acima de tudo, um estilista fabuloso. Seus contos se baseiam, principalmente, no ritmo da frase, na cadência do discurso. Eles são escritos como um poema”, como notou seu amigo Joseph Brodsky. Um misto de Gógol e Hemingway, Serguei Dovlátov, cuja literatura fica num limiar curioso entre a realidade e a invenção, cria em Parque Cultural um cenário triste e hilário, grotesco e lírico. Um texto profundamente russo mas repleto de questões gerais, como o amor e a literatura.


    Tradução e prefácio: Yulia Mikaelyan
    Capa: Fabio Flaks
    ISBN: 978-85-6109-607-6
    Formato: 14x21cm
    Peso: 0,206kg
    Páginas: 168
    1ª edição: dez/2016

    Sobre o autor
    "O escritor russo Serguei Dovlátov (1941–1990), filho de um judeu e de uma armênia, nasceu na época da Segunda Guerra Mundial em Ufá (Bachkiria), passou a maior parte de sua vida em Leningrado/Petersburgo e, em 1978, emigrou para os EUA; viveu seus últimos anos em Nova Iorque, onde morreu, antes de completar 50 anos. Na União Soviética ele pertenceu à chamada contracultura, à cultura dissidente, e praticamente não foi publicado. Nos EUA lançou doze livros, foi o redator-chefe do jornal O novo americano e colaborou na rádio Svoboda. Seus contos eram publicados na revista New Yorker, seus livros foram traduzidos para o inglês, coreano, japonês e outras línguas. Depois de sua morte, tornou-se na Rússia um dos autores mais queridos e publicados da segunda metade do século 20. Os gêneros principais de Dovlátov são os contos, normalmente reunidos por temática (A troca, 1981, A zona, 1982; A mala, 1986), e novelas curtas (A estrangeira, 1986; A filial, 1990). Ele dá continuidade à prosa russa (Púchkin, Tchékhov) e americana (Ernest Hemingway, Sherwood Anderson), tirando de histórias corriqueiras o seu enredo, organizado quase como um poema. O princípio de Gógol do “riso entre lágrimas” se converte em Dovlátov num “sorriso amargo” diante da vida como ela é, de uma existência imperfeita." Ígor Sukhikh (Parque Cultural, Kalinka, 2016).

     
    Imprensa
    Gazeta Russa 15/12/16, por Marina Darmaros
    Gazeta Russa 22/01/17, por Ricardo Lísias
    Folha de S. Paulo 04/02/17, por Davi Pessoa
    Estado de S. Paulo 05/02/17, por Aurora Fornoni Bernardini
    Brasileiros 13/02/17, por Daniel Benevides
    Jornal Rascunho 01/04/17, por Yuri Al'Hanati
    Revista Isto É 09/06/17, por Eliane Lobato

    Sobre a tradutora
    Yulia Mikaelyan nasceu em Moscou. Fez graduação em Letras na Universidade Estatal de Moscou Lomonóssov e doutorado sobre Serguei Dovlátov no Programa em Literatura e Cultura Russa da Universidade de São Paulo. É professora da Universidade MGIMO de Moscou. Entre 2012 e 2014, ministrou aulas de língua russa na Universidade de São Paulo. Cotraduziu com Mário Ramos os contos “Um dia humano”, de A. Aviértchenko, “Cartas de Tula”, de B. Pasternak, “Na rua e em casa”, de S. Dovlátov, para a Nova antologia do conto russo (1792–1998) (Editora 34, 2011). Traduziu o ensaio “Quem deve aprender a escrever com quem, as crianças camponesas conosco ou nós com as crianças campone sas?”, de L. Tolstói, para a Antologia do pensamento crítico russo (Editora 34, 2013); os contos “A janela” e “Discurso de jubileu”, de Víktor Goliávkin, e “O coronel diz que eu a amo”, de Dovlátov, para a Antologia do humor russo (Editora 34, 2018); e do mesmo autor o livro Parque Cultural (Kalinka, 2016). Em parceria com Daniela Mountian, verteu ainda O ofício  e O compromisso, também de Dovlátov (Kalinka).