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Os sonhos teus vão acabar contigo: prosa, poesia, teatro
Titulo Original: -
 
Daniil Kharms
Desenhos Fabio Flaks
Tradução Daniela Mountian
Tradução Aurora Fornoni Bernardini
Tradução Moissei Mountian
 
Indicado ao Jabuti 2014 na categoria Tradução com Aurora Bernardini, Daniela Mountian e Moissei Mountian
 
2013
 
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Sobre o autor
 

O poeta, escritor e dramaturgo Daniil Kharms (1905-1942), cujo nome verdadeiro era Daniil Ivánovitch Iuvatchóv, nasceu em São Petersburgo. Kharms foi um dos inúmeros pseudônimos adotados por Daniil desde os tempos de estudante. Muitas vezes ele o assinava com caracteres latinos, “Daniel Charms”. 

Em 1928 Daniil Kharms e outros artistas da vanguarda de Leningrado, como Aleksándr Vvediénski, Konstantin Váguinov e Igor Bákhterev, criaram a OBERIU (Associação para uma Arte Real). A OBERIU, que durou cerca de três anos, reuniu literatura, cinema, teatro e artes plásticas, e produziu experiências artísticas inovadoras, como a peça Elizaveta Bam (1928), escrita por Kharms. Depois da dissolução do grupo, a obra de Kharms, sempre perpassada por um humor ferino, ganhou linhas mais minimalistas e filosóficas, que se relacionavam com suas conversas com os tchinari, círculo de filosofia e arte fundado por Vvediénski. Kharms, ao longo da década de 1930, já muito isolado (apenas com seus amigos tchinari conseguia se encontrar) e quase sem condições de sobreviver, produziu sobretudo trabalhos em prosa, como a série Slútchai (Causos), escrita entre 1933 e 1939, e A velha, de 1939, sua única novela.

Daniil Kharms teve um percurso como o de muitos artistas do período stalinista. Distante estética e filosoficamente do que, a partir de 1932, convencionou-se chamar de “realismo socialista”, foi preso duas vezes, em 1931 e em 1941, morrendo logo depois numa cela psiquiátrica.

Em vida, praticamente apenas seus textos e poemas para crianças foram publicados. Hoje sua obra é lida e relida e comparada à de escritores do quilate de Samuel Beckett e Eugène Ionesco. Na verdade, Daniil Kharms, assim como Franz Kafka, a quem também é assemelhado, prenuncia a literatura do absurdo ou absurdista.

No Brasil, a editora Kalinka lançou em 2013 a primeira coletânea dedicada ao autor, Os sonhos teus vão acabar contigo: prosa, poesa, teatro, com tradução de Moissei Mountian, Daniela Mountian e Aurora Fornoni Bernardini.

 

 
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