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Bobók & Meia carta
Titulo Original: Бобок | Полписьма
 
Fiódor Dostoiévski
Desenhos Daniela Mountian
Tradução Moissei Mountian
Tradução Daniela Mountian
 
 
2018
 
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Sobre o autor
 

Franzino e epilético, Fiódor Dostoiévski (1821-1981), nascido em Moscou, foi o segundo filho de uma penca de oito. Seu pai, Mikhail Dostoiévski (1787-1839), era médico — dizem que morto pelos próprios servos — e sua mãe, Maria Netcháieva (1800-1837), vinha de uma família de comerciantes. Após a morte de Maria, de tuberculose, Fiódor ingressou na Escola de Engenharia da guarda imperial, em Petersburgo, época em que a atração pela literatura despertou no jovem de 16 anos — ele passava todas as horas vagas debruçado em livros. Não demorou muito para Fiódor abandonar a engenharia e enveredar definitivamente para as letras. Deu seus primeiros passos como tradutor e, em 1845, concluiu seu romance Gente pobre. Alguns anos após seu début, Dostoiévski, em 1849, aos 28 anos, foi sentenciado à morte com membros do Círculo de Petrachévski, acusado de conspirar contra o governo. Minutos antes da execução, a pena foi comutada e ele enviado à Sibéria para cumprir quatro anos de trabalhos forçados — o período produziu uma mudança profunda no escritor.

Fiódor Dostoiévski consagrou-se por romances viscerais como Crime e Castigo (1866) e O idiota (1868), mas também deixou um legado inestimável de prosa curta. Dois exemplos são Bobók & Meia carta «de um sujeito», que apareceram primeiramente nas páginas da revista O cidadão. A controversa publicação fundada pelo príncipe Meschiérski (1839-1914), conhecido pelas posições ultraconservadoras, foi editada em 1873 por Dostoiévski (um ano depois de Os demônios sair), que já tinha tido experiência jornalística com suas revistas O tempo (1861) e A época (1864), ao lado de seu irmão mais velho, Mikhail. Na Cidadão, Dostoiévski possuía uma coluna, chamada Diário de um escritor, que reunia textos ficcionais, ensaios e crônicas. A coluna obteve tamanho sucesso — ele era mais conhecido por ela que por seus romances — que, a partir de 1876, tornou-se uma publicação independente. O último ano do Diário coincidiu com o da morte do autor, aos 59 anos, dois meses depois de seu último romance, Irmãos Karamázov, ser publicado.

 

 

 
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