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Literatura Russa - Autores - Literatura Russa
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Boris Pasternak
 

De origem judaica, o poeta e escritor Boris Pasternak (1890-1960), filho do pintor Leonid Pasternak e da pianista Rosália Kaufman, nasceu e passou quase toda a vida em Moscou. Seu filho Evguéni Pasternak (1923), literato e autor de duas biografias sobre o pai, cedeu várias entrevistas falando de sua família, como esta publicada na Revista Kalinka.

A poesia de Boris Pasternak, com um marca muito pessoal, reúne traçados variados, como de poetas do simbolismo russo e de escritores europeus como Ibsen e Rilke, este que ele inclusive traduziu (Pasternak foi também um exímio tradutor). Sua primeira coletânea de poesias, Blisniéts v tútchakh, foi publicada em 1914, ano em que se reuniu a Tsentrifuga, uma corrente moderada do futurismo, cujas tendências são percebidas na sua obra de então. Reflexos de Maiakóvski, de quem se aproximou em 1917, podem ser também considerados. No entanto, mesmo presentes, essas tendências vanguardistas se confundiam com estilos clássicos, sempre perpassados pelo olhar inconfundível do poeta.

Pasternak entusiasmou-se muito com a Revolução de Fevereiro de 1917, assim como seu pai Leonid, mas depois rejeitou duramente os acontecimentos que a sucederam. Alguns de seus textos mostram uma postura ambígua em relação ao ativismo político. Na década de 20, o escritor foi tido um dos “companheiros de estrada”, como Dobýtchin, Zamiátin, Zóschenko e outros artistas não alinhados ao Partido. 

Consagrado no Ocidente com o romance Doutor Jivago, pelo qual recebeu o prêmio Nobel de Literatura de 1958 (que ele foi obrigado a recusar), Pasternak deixou acima de tudo um enorme legado de poesias. No Brasil, temos traduzidos alguns de seus poemas por Boris Schnaiderman, Augusto e Haroldo de Campos em Poesia Russa Moderna (Perspectiva, 2001) e o conto "Cartas de Tula" (1918), por Denise Sales em Nova Antologia do Conto Russo (1792-1998) (Ed. 34, 2011).
 

 
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