revista kalinka >>
editorial >>
índice artigos >>
índice autores >>
audiovisual >>
editora kalinka >>
catálogo >>
indicamos >>
fale conosco >>
Literatura Russa - Autores - Literatura Russa
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anna Akhmátova
 

A poeta Anna Akhmátova (1889-1966), batizada Anna Andréievna Gorienko, nasceu em Odessa, hoje parte da Ucrânia, mas logo sua família mudou-se para Pávlovsk, nas redondezas de Petersburgo. O sobrenome que adotou desde cedo para escrever, Akhmátova, veio de sua avó materna.

Ao lado de nomes como Nikolai Gumilióv (1886-1921), seu primeiro marido, e Óssip Mandelstam (1891-1938), seu grande amigo, Akhmátova, como uma resposta ao simbolismo, propôs no início da década de 1910 o acmeísmo, defendendo uma linguagem mais simples, clara e efêmera, pautada no mundo sensível e no cotidiano. Apesar de o acmeísmo ilustrar seus primeiros trabalhos, ele não representa toda a obra da poeta. No fim da vida, por exemplo, na época de Poema sem herói (1962), Anna dizia que o simbolismo fora o último grande movimento cultural russo, amalgamado com a cultura de seu país.

Depois da revolução de 1917, Akhmátova, que se separou de Gumilióv em 18, passa por um período de muitas dificuldades e privações. Desde 1925, suas poesias deixaram de ser publicadas, aparecendo apenas clandestinamente. Em 1940, o veto à sua obra foi suspenso com a publicação de De seis livros, mas no mesmo ano todo o material foi recolhido das livrarias.

A beleza e o talento singulares de Anna Akhmátova foram mais de uma vez retratados, como pelos pintores Kuzmá Petróv-Vodkin (1878-1939) e Amedeo Modigliani (1884-1920), que ela conheceu em Paris com Gumilióv em 1911. Entre vários acontecimentos importantes que cercaram sua vida, tornou-se célebre no Ocidente seu encontro com Isaiah Berlin.

Algumas obras da poeta: Entardecer (1912), Rosário (1914), Rebanho branco (1916), Anno Domini MCMXXI (1922), Réquiem (1963).

As referências biográficas foram retiradas do livro Réquiem (Art Editora, 1991), com tradução de Aurora F. Bernardini e Hadasa Cytrynowicz.


 
Artigos relacionados
 

Para as lutas das odes não costumo ligar 07/09/2011 >>

"A voz femínea qual vento trazida" 02/06/2014 >>

 
 
Kalinka 2011 >> Todos os direitos reservados

busca  >>