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Literatura Russa - Autores - Literatura Russa
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aleksándr Púchkin
 

Aleksándr Púchkin (1799-1837), como já inúmeras vezes sublinhado, inaugurou a moderna literatura russa, ou criou as bases para que ela se desenvolvesse. Isso não significa, evidentemente, que não tenha existido literatura antes dele, apesar de certos momentos obscuros, que acompanharam a própria história da Rússia. No entanto, Púchkin foi responsável, reinterpretando e modernizando o passado, por uma nova convenção literária. Ele não foi o primeiro poeta a escrever em russo − no passado as poesias e os relatos eram registrados no eslavo eclesiástico −, mas foi quem consagrou o modelo linguístico e poético usado até os dias de hoje.

Além de expor conflitos nacionais e os mitos de fundação da Rússia e de Petersburgo, ele traz à cena muitas outras temáticas, como o amor erótico, a loucura, o carteado, as relações por interesse. Seu nome foi canonizado pelos próprios escritores, a começar por Nikolai Gógol, que ficou mortificado ao saber da notícia do duelo fatal de Púchkin. Com sua elegância, ironia, equilíbrio e simplicidade, Aleksándr Púchkin, o “poeta nacional”, foi relido em várias expressões artísticas - sem mencionar as incontáveis referências que lhe fizeram os poetas e escritores russos, suas obras inspiraram óperas, balés, peças de teatro e pinturas.

Púchkin deixou um legado imensurável com sua poesia − foram mais de 700 poemas −, mas também iniciou muitos caminhos com sua prosa, produzida principalmente na década de 1830, como, por exemplo, com A Dama de Espadas (1833) e A filha do capitão (1836), ambas traduzidas para o português. 

Também bastante conhecida é a vida agitada do escritor, suas conquistas amorosas e sua relação conflituosa com o poder tsarista. Continuamente perseguido pela censura, Púchkin foi exilado em 1820 e só pôde voltar à Rússia com a morte de Alexandre I, mas continuou sob dura vigilância no reinado de Nicolau I. A morte prematura do poeta, aos 38 anos, deu-se num duelo envolvendo sua esposa Natália Gontcharova (então Púchkina) e o barão George-Charles D’Anthès.

Algumas obras: Ruslán e Ludmila (1820), Boris Godunóv (1825), O Conto do Czar Saltán (1831), Evguéni Oniéguin (1832), O Cavaleiro de Bronze (1833).

 
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